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Dicas para diminuir a ansiedade

Se você pensar bem, todas as nossas emoções são capazes de ser expressas no corpo. Quando estamos com medo, por exemplo, contraímos toda a musculatura, aumentamos a percepção ocular, fazemos menos barulho. Mas quando o medo passa, dá até para sentir aquele suspiro de alívio, os músculos relaxam tanto que a postura quase se derrete. Consegue visualizar essa cena?


Pois bem, essa cena seria o ideal: toda vez que sentimos alguma emoção, o corpo responde e depois vem o relaxamento. Porém por várias razões nos defendemos de certas emoções, que ficam “presas” no corpo por não conseguirmos expressá-las e assim, não acontece a fase tão restauradora do relaxamento. Isso gera desconexão do corpo com a mente, e muitas dores e/ou hipomobilidade muscular.


Diferente do que a maioria das pessoas pensam, nem todo estresse e ansiedade é ruim. Eles nos ajudam a perceber o potencial perigo (seja no presente ou no futuro) e criar soluções para fugir desse perigo.


O estresse e a ansiedade ativam o sistema simpático. Esse sistema aumenta a frequência cardíaca, acelera a respiração, tensiona a musculatura e libera adrenalina e noradrenalina (deixando nosso cérebro mais alerta). O que faz sentido em uma situação de perigo, não é mesmo?


O estresse e a ansiedade só se tornam um problema quando esses estados emocionais se mantêm por um período muito prolongado e com isso, começa a entrar em ação o hormônio cortisol, que em excesso, pode ocasionar excesso de peso, pressão alta, osteoporose, dores e/ou fraqueza muscular, alteração do sono, entre outros, piorando ainda mais os sintomas do estresse. Podemos entrar em ciclo perigoso!


Existem algumas estratégias para te ajudar a não entrar nesse ciclo.

Quando estamos estressados ou ansiosos o corpo se prepara para o potencial perigo: coração bate mais rápido, o fluxo respiratório aumenta, a circulação sanguínea das pernas e braços aumentam e os músculos se tensionam. O problema acontece quando o corpo se prepara para a ação e estamos sentados na frente do computador ou no carro dirigindo ou até mesmo deitados na cama.


Essa polaridade acaba nos deixando ainda mais ansiosos, afinal, seu corpo está preparado para ação mas não existe o gasto energético que ele estava esperando. Se você se começar a sentir os sintomas do estresse e se exercitar, você entra em ressonância com os sintomas e isso ajuda a diminuir a sensação de ansiedade.

Então está ansioso ou estressado? Bora exercitar o corpo!


Outra dica que pode ajudar:

Quando respiramos de forma mais lenta e com amplitude maior, PRINCIPALMENTE na expiração, nosso batimento cardíaco diminui e com a diminuição dos batimentos, é gerado uma resposta reflexa que ativa o sistema parassimpático. O sistema parassimpático é responsável por gerar relaxamento no corpo e está diretamente ligado com a amídala do cérebro (a amígdala é o núcleo principal do controle de emoções e sentimentos no cérebro, gerencia respostas emocionais como o de “luta e fuga”).


Quando o sistema parassimpático está ativado, ele está mandando sinais para a amídala que está tudo bem e que é possível diminuir a atividade dela. Isso gera relaxamento geral, reduzindo o estresse e a ansiedade.


Então depois daquela atividade física para gerar gasto calórico e liberar neurotransmissores como serotonina, nada melhor do que separar 5 minutinhos para focar na sua respiração de forma profunda e mais lentamente (principalmente na expiração).


Make Move Mind

@makemovemind





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