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Ansiedade: quando procurar ajuda?


Em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil foi considerado o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo. Mesmo assim, muitas pessoas não procuram ajuda profissional ou ferramentas que auxiliem no tratamento.


Quando a ansiedade é disfuncional, ou seja, desorganiza o nosso dia a dia, pode gerar danos na qualidade da vida profissional, social e afetiva. Além de prejuízo do nosso sistema físico, mental e emocional.


Os sintomas de ansiedade são similares aos do medo (estado que tem função importante para a sobrevivência e adaptação ao ambiente). Precisamos de um pouco de medo e ansiedade em nossas vidas, mas em excesso nos prejudica.


A ansiedade é uma emoção normal ao ser humano que surge, geralmente, em situações estressantes. É um sentimento ligado à preocupação, nervosismo e medo intenso. Mas então, quando procurar ajuda?


Quando a ansiedade for disfuncional, ou seja, quando:

- O nível de ansiedade é desproporcional em relação aos fatores geradores ou independe destes,

- Interfere nos seus objetivos de vida,

- Gera muito sofrimento

- Acontece com muita frequência,

- Passa a prejudicar o dia a dia.


Lembre-se que se toda vez que estou em uma situação que me traz muita ansiedade eu fujo da situação (luta e fuga), sem trabalhar e enfrentar a questão, a tendência é fortalecer a ansiedade. Quanto mais se luta contra maior a percepção de amplificação dos sintomas.


Provavelmente você teve a sensação de que algo ruim pode acontecer e sentiu o coração bater forte, suor nas mãos, hiperventilação, boca seca, formigamento, ondas de calor, calafrios, tremores, tensão muscular, dor no peito, tontura, dificuldade para dormir, “borboletas” no estômago ou desconforto emocional.


A reação de LUTA e FUGA, também chamada de reação de estresse agudo, foi descrita pelo fisiologista Walter Bradford Cannon em 1927. A teoria diz que animais reagem às ameaças com uma descarga comum do sistema nervoso simpático, fazendo com que o animal permaneça e lute ou fuja para se defender.


No processo de luta e fuga ocorrem respostas fisiológicas que são consideradas respostas defensivas e que preparam o indivíduo para lidar com o perigo, evitando-o ou confrontando-o.


Quando a ansiedade acontece muitas vezes há disparo da reação de luta e fuga, sem que passe pelo pensamento ou consciência, a pessoa simplesmente reage e sente o desconforto.


A ansiedade "desadaptativa”, ou seja, que nos paralisa e que acontece sem conexão concreta com a realidade (muito mais conectada com a nossa imaginação e pensamento) e que desorganiza o nosso dia a dia deve ser olhada e cuidada com atenção, para eliminar ou amenizar a disfuncionalidade.


PARA FICAR CALMO É IMPORTANTE SENTIR A CALMA E TER O REGISTRO DA CALMA.

Mas como fazer isso?


Podemos mexer na fisiologia e agir diretamente no corpo, ou seja, acalmar-se para sentir a calma. Pode ser através da respiração calma e profunda, relaxamento, meditação e exercícios leves - para a mente perceber que você não está em perigo.


Outra alternativa é trabalhar a auto percepção e pensar no que está acontecendo e em que outras situações fico assim. Faça um exercício de imaginação/visualização e afaste-se da situação que vem à sua mente, enxergue de outras forma, veja o que acontece à sua volta, alterando a percepção do fato. Trilhe estratégias/busque ferramentas que te ajudem a manter a calma.


Outras dicas que auxiliam:

- Faça atividades físicas,

- Busque um recurso, uma ferramenta que te auxilie e faça sentido para você: meditação, mindfullness, relaxamento, yoga....,

- Encontre alguma atividade que te gere prazer e inclua na sua rotina

- Exercite diariamente a sua mente a encontrar o lado bom da vida e das situações,

- Viva no presente – o passado já passou e o futuro não aconteceu – o que você tem nas mãos é o aqui e agora,

- Busque alguma terapia que faça sentido para você: psicoterapia, hipnose clínica ou outras terapias.


Esperamos ter te ajudado com essas informações!


Andrea Felis

@makemovemind






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